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Brasil lidera mortes por covid-19 em 2021. Total de vítimas se aproxima de 490 mil

Brasil lidera mortes por covid-19 em 2021. Total de vítimas se aproxima de 490 mil

15/06/2021
Fonte: Rede Brasil Atual

Média cumulativa de mortes no país é 4,4 vezes superior à mundial. “Três de cada quatro mortes ocorridas até hoje no Brasil teriam sido evitadas”, afirma epidemiologista

A um dia de atingir a marca de 490 mil mortos por covid-19, o Brasil registrou mais 827 mortes hoje (14). Com o acréscimo, o número oficial de vítimas é de 488.228 desde o início da pandemia, em março de 2020. O número de novos casossegue em patamar elevado, especialmente para uma segunda-feira. Foram 39.846 registros de infectados, totalizando 17.452.612 desde o ano passado. Dados apontam que mortalidade por covid-19 no Brasil é 4,4 vezes superior à média global.

Às segundas-feiras, os dados tendem a ficar abaixo dos demais dias da semana, já que um menor número de profissionais está em atividade aos domingos, especialmente em medicina diagnóstica. A distorção tende a ser corrigida nos dias seguintes. Além disso, a subnotificação de casos e mortes por covid-19 no Brasil se mantêm em toda a pandemia, já que o país testa pouco e mal sua população. Além da baixa quantidade de testes, falta também coordenação federal para o enfrentamento da pandemia.

O Brasil é o segundo país com maior número total de vítimas da covid-19 e, em 2021, lidera triste ranking. Com cerca de 293 mil mortes apenas na primeira metade do ano até aqui, o país segue tendência inversa de países que trabalharam pelo monitoramento e controle do coronavírus. Contribuem para o cenário brasileiro a lentidão da vacinação da população e a influência negativa do governo de Jair Bolsonaro. O presidente atua para dificultar o combate à covid-19; divulga mentiras e atrapalha a aquisição de vacinas, desestimula o uso de máscaras; tenta impedir estados e municípios de adotarem políticas de distanciamento social, e promove aglomerações constantemente.

 

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São Paulo – A um dia de atingir a marca de 490 mil mortos por covid-19, o Brasil registrou mais 827 mortes hoje (14). Com o acréscimo, o número oficial de vítimas é de 488.228 desde o início da pandemia, em março de 2020. O número de novos casossegue em patamar elevado, especialmente para uma segunda-feira. Foram 39.846 registros de infectados, totalizando 17.452.612 desde o ano passado. Dados apontam que mortalidade por covid-19 no Brasil é 4,4 vezes superior à média global.

Às segundas-feiras, os dados tendem a ficar abaixo dos demais dias da semana, já que um menor número de profissionais está em atividade aos domingos, especialmente em medicina diagnóstica. A distorção tende a ser corrigida nos dias seguintes. Além disso, a subnotificação de casos e mortes por covid-19 no Brasil se mantêm em toda a pandemia, já que o país testa pouco e mal sua população. Além da baixa quantidade de testes, falta também coordenação federal para o enfrentamento da pandemia.

Números da covid-19 no Brasil. Fonte: Conass

O Brasil é o segundo país com maior número total de vítimas da covid-19 e, em 2021, lidera triste ranking. Com cerca de 293 mil mortes apenas na primeira metade do ano até aqui, o país segue tendência inversa de países que trabalharam pelo monitoramento e controle do coronavírus. Contribuem para o cenário brasileiro a lentidão da vacinação da população e a influência negativa do governo de Jair Bolsonaro. O presidente atua para dificultar o combate à covid-19; divulga mentiras e atrapalha a aquisição de vacinas, desestimula o uso de máscaras; tenta impedir estados e municípios de adotarem políticas de distanciamento social, e promove aglomerações constantemente.

Morte e vida

Além de prejudicar o controle da disseminação do vírus, Bolsonaro segue apostando e promovendo medicamentos comprovadamente ineficazes conta o vírus; como a cloroquina e a ivermectina. Além de não funcionarem, trazem riscos de efeitos colaterais graves. “Fica claro quem aprendeu a lição e quem ainda insiste em cloroquina e em não adotar distanciamento”, destaca o biólogo e divulgador científico Atila Iamarino.

O epidemiologista e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) Pedro Hallal analisa a média global de mortes por habitantes da covid-19 e conclui que o o cenário é de calamidade do Brasil. “Três de cada quatro mortes ocorridas até hoje no Brasil teriam sido evitadas se estivéssemos na média mundial. Poderíamos também estar melhor do que a média, e ter poupado ainda mais vidas.”

Ele explica o cálculo adotado para a definição. “Em 1,5 ano, a covid-19 ceifou 3,8 milhões de vidas no mundo (uma morte a cada 2.000 pessoas). Já no Brasil, em menos de 1,5 ano, a covid-19 ceifou 480 mil vidas (uma morte a cada 454 pessoas). Logo, nossa mortalidade cumulativa é 4,4 vezes maior que a mundial.”

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