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Governo da morte: Agronegócio e Bolsonaro querem liberar mais 4 mil agrotóxicos

Governo da morte: Agronegócio e Bolsonaro querem liberar mais 4 mil agrotóxicos

19/07/2021

Bolsonaro quer reforçar o projeto fascista que promove a mortandade como fez até agora com o desleixo vergonhoso com a Covid, afirma Airton Cano, presidente da Fetquim-CUT

Nos últimos três anos, o governo federal aprovou a toque de caixa sem estudos e pesquisas detalhadas um número recorde de agrotóxicos (1.222). Muitos desses “novos” produtos já foram proibidos em países da União Europeia há 20 anos, como mostrou reportagem da RBA. Mas o agronegócio quer mais. Segundo o informativo Jota, especializado em regulação e assuntos jurídicos, estão na fila cerca de 4.000 pedidos de aprovação de agrotóxicos.

Para agravar ainda mais a situação e colocar em risco a vida dos brasileiros, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) cortou verbas para pesquisa das universidades e do Ministério de Ciência Tecnologia.

Para a assessoria de Saúde e Previdência da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químicos da CUT do Estado de São Paulo (Fetquim-CUT), o corte de verbas foi mais um gol contra, negacionista, do governo que  não promove a ciência contribuindo com isso para a  piora das condições de saúde dso brasileiros que consomem produtos agrícolas com suspeita de serem cancerígenos.

“Nos governos democráticos, o órgão regulador da liberação de agrotóxicos era a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], preocupada com a saúde de todos, porém, a partir do governo Bolsonaro, o bode tomou conta da horta, com a análise técnica de liberação pelo Ministério da Agricultura em mãos do lobby (pressão econômica) do Agronegócio”, critica o prsidente da Fetquim/CUT, Airton Cano.

“Precisamos ter produtos químicos na agricultura que fortaleçam a sáude das pessoas e ajudem a combater a fome”, afirma o dirigente.

“Devemos fortalecer tecnologias na área química permanentemente para a vida”, acrescenta.

“Bolsonaro, ao apressar as liberações de produtos, inclusive importados, quer reforçar o projeto fascista que promove a mortandade como fez até agora com o desleixo vergonhoso com a Covid, se omitindo na compra de vacinas”, conclui Airton Cano.

O secretário de Saúde da Fetquim, e diretor dos Unificados de Campinas, André Henrique Alves, concorda com a análise de Cano e alerta sobre os planos malígnos do governo Bolsonaro. Segundo ele, “com esses novos pedidos de liberação de agrotóxicos, o governo pretende garantir a reformulação de velhos agrotóxicos já proibidos no mundo e empurrar guela abaixo para o consumidor esses venenos”.

“Teremos a continuidade de problemas como vivemos aqui em Campinas com o caso Shell/Basf, produtoras de agrotóxicos, que provocaram uma série de doenças na população depois de anos de exposição”, acrescenta o dirigente que cita doenças renais, diversos transtornos psicológicos, câncer no fígado e problemas gástritos entre outros.

De acordo com André Henrique Alves, os problemas de saúde não são restritos a quem produz, afetam também o povo que consome produtos onde se utilizam agrotóxicos. A luta contra os agrotóxicos é de toda a sociedade brasileira, defende. 

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