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Inflação de 1,06% é a mais alta para abril desde 1996; alta em 12 meses é de 12,13%

Inflação de 1,06% é a mais alta para abril desde 1996; alta em 12 meses é de 12,13%

12/05/2022

Puxada pela alta dos preços dos alimentos, bebidas e transportes, a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou em 1,06% em abril, a maior variação para um mês de abril desde 1996 (1,26%). A alta acumulada este ano é de 4,29% e a dos últimos 12 meses – de abril do ano passado a abril deste ano – é de 12,13%.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, os  grupos que mais impactaram no maior índice em 26 anos foram: Alimentação e Bebidas, com variação (2,06%) e impacto  de 0,43 ponto percentual no índice; e o de Transportes, com alta de 1,91% e 0,42 ponto percentual. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril.

“Alimentos e transportes, que já haviam subido no mês anterior, continuaram em alta em abril. Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%). Houve alta de mais de 10% no leite longa vida, maior contribuição (0,07 p.p.), e em componentes importantes da cesta do consumidor como a batata-inglesa (18,28%), o tomate (10,18%), o óleo de soja (8,24%), o pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%)”, elenca o analista da pesquisa, André Almeida.

No caso dos transportes, a alta foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços dos combustíveis que continuaram subindo (3,20% e 0,25 p.p.), assim como no mês anterior, com destaque para gasolina (2,48%), produto com maior impacto positivo (0,17 p.p.) no índice do mês.

“A gasolina é o subitem com maior peso no IPCA (6,71%), mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e a ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular”, acrescenta Almeida.

Além de aceleração nos grupos Alimentação e Bebidas e no de Transportes, o IBGE registrou alta nos de Saúde e cuidados pessoais (1,77%) e Artigos de residência (1,53%). O único grupo em queda foi Habitação (-1,14%). Os demais ficaram entre 0,06% de Educação e 1,26% de Vestuário.

Outras altas:

produtos farmacêuticos (6,13%);

- produtos de higiene pessoal (0,85%);

- gás de botijão (3,32%);  

- gás encanado (1,38%);

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