Mais do que uma data no calendário, o mês de maio nos convida a olhar com mais atenção para quem está por trás de cada serviço essencial: o trabalhador. É um período que nos chama não só a reconhecer, mas também a refletir sobre as condições, os desafios e o valor de cada profissão na construção da nossa sociedade.
Essa reflexão se fortalece com a campanha Maio Lilás, que reforça a importância da valorização do trabalho com direitos, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do combate à precarização. A campanha traz um alerta essencial: trabalhar sem direitos não é evolução — é retrocesso.
Na nossa categoria de refeições coletivas, essa discussão é ainda mais necessária. Representamos um setor essencial, responsável por alimentar milhares de pessoas todos os dias, em empresas, escolas e instituições. Um trabalho que exige responsabilidade, organização e dedicação constante.
É importante destacar também que essa categoria é composta, em sua maioria, por mulheres. Mulheres que enfrentam jornadas intensas, acumulam responsabilidades dentro e fora do trabalho e, muitas vezes, ainda lidam com a desvalorização profissional, baixos salários e falta de reconhecimento.
Essa realidade precisa ser enfrentada com seriedade. Não podemos naturalizar jornadas exaustivas, como a escala 6x1, que impacta diretamente a saúde, o convívio familiar e a qualidade de vida dos trabalhadores — especialmente das mulheres, que muitas vezes ainda acumulam uma segunda jornada em casa.
Por isso, o papel do sindicato é fundamental. Estamos presentes na defesa dos direitos, nas negociações coletivas, na fiscalização das condições de trabalho e no acompanhamento direto da realidade da categoria.
É através dessa atuação que conseguimos avançar. As Convenções Coletivas de Trabalho são prova disso, garantindo direitos e benefícios que vão além da CLT e que fazem diferença concreta no dia a dia do trabalhador.
Neste mês do trabalhador, mais do que celebrar, reafirmamos nosso compromisso com cada trabalhador e trabalhadora da nossa categoria. Seguiremos firmes na luta por valorização, respeito, melhores condições de trabalho e por uma jornada mais justa.
Porque cuidar de quem alimenta a sociedade também é uma responsabilidade coletiva.