Não podemos separar a saúde emocional da forma como organizamos nossas jornadas, do descanso que temos e do tempo que conseguimos dedicar à nossa família.
Essa discussão ganha ainda mais importância quando olhamos para a realidade das mulheres da nossa categoria. Mulheres essas, que trabalham durante toda a semana e, quando chegam em casa, continuam trabalhando. Cuidam dos filhos, da casa, dos familiares e das responsabilidades que não desaparecem simplesmente porque terminou o expediente.
Por isso, acompanho com atenção o debate sobre o fim da escala 6x1. O povo está pedindo mudanças e a discussão sobre a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, precisa avançar. A possível votação no Senado será um momento importante, mas sabemos que, para transformar essa discussão em realidade, será necessária mobilização.
Precisamos continuar pressionando, dialogando e mostrando aos senadores que estamos falando da vida de milhões de trabalhadores. Queremos mais tempo para a família, para o descanso, para a saúde e para viver. Não estamos falando apenas de uma mudança na jornada; estamos falando de qualidade de vida.
Também estamos vivendo um momento importante para a categoria de refeições escolares. A data-base é agosto e nossas negociações ainda estão em andamento. A proposta apresentada pelas empresas não atende às nossas expectativas, e por isso estamos trabalhando para construir um resultado melhor para os trabalhadores.
Enquanto não houver acordo, não existe percentual definitivo a ser anunciado. O trabalhador não perdeu o direito ao reajuste porque a negociação ainda não foi concluída. Assim que tivermos um resultado, o sindicato fará a divulgação oficial.
Neste mês, quero reforçar uma mensagem especialmente às mulheres trabalhadoras: vocês não precisam carregar tudo sozinhas. Cuidar de si também é uma necessidade.
E como sindicato, continuaremos lutando para que o trabalho seja uma parte digna da vida — e não a própria vida.